Felipe de Menezes é historiador, diretor e professor de teatro, com atuação nas áreas de artes cênicas, educação e crítica cultural. Natural de Piracicaba (SP), iniciou sua trajetória artística na adolescência e, aos 15 anos, dirigiu sua primeira peça no Teatro Municipal. Desde então, construiu um percurso que articula formação técnica, prática artística engajada e profundo vínculo com os contextos sociais e históricos da cena brasileira. É bacharel e licenciado em História pela Universidade de São Paulo (USP), onde atualmente cursa Letras com habilitação em Português e Árabe. Cursou Letras na Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), Linguística na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e, também, História na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Sua formação em Direção e Crítica Teatral inclui passagens pela SP Escola de Teatro, pelo Conservatório de Tatuí e pela Escola Livre de Teatro de Santo André, onde lecionou de 2018 a 2023. Desde 2009, integra o corpo docente do Teatro Escola Macunaíma (unidades de São Paulo e Campinas), ministrando disciplinas como História do Teatro, Teoria da Atuação, Expressão Vocal, Atuação e Montagem.
É fundador e diretor-pedagogo do Forfé Teatro, grupo com o qual dirigiu dezenas de espetáculos, muitos deles premiados em festivais nacionais. Foi orientador do Projeto Ademar Guerra, professor na Fundação CASA, oficineiro nas Oficinas Culturais do Estado de São Paulo, coordenador pedagógico de projetos de arte-educação, além de articulador de grupos iniciantes como o Forfezinho. Entre 2022 e 2024, atuou como professor de teatro do Núcleo de Teatro da Prefeitura de Barueri. Como pesquisador, dedica-se à história e à memória do teatro no interior paulista e na região do Grande ABC, tendo publicado livros como "História e Memória do Teatro: Piracicaba das monções aos dias atuais" (2016), "Inventário das Produções Artísticas da Escola Livre de Teatro de Santo André: 2011 a 2020" (2020), "Teatro em Piracicaba: as histórias, os espaços e os artistas da cena local" (2021), "Escola Livre de Teatro: 30 anos de existências e lutas" (2021, em 3 volumes) e "XIX: 19 anos memórias e reminiscências de duas décadas do Grupo XIX de Teatro" (2022). Foi membro titular e primeiro-secretário do Conselho Municipal de Cultura de Piracicaba, eleito pela sociedade civil, colaborando na formulação e fiscalização de políticas públicas para a cultura. Escreve artigos de opinião sobre cultura, arte e cidade nos jornais "A Tribuna Piracicabana" e "Jornal de Piracicaba".
Atuou, também, como parecerista da revista "Rebento", periódico acadêmico do Instituto de Artes da Unesp, e como crítico e debatedor convidado em festivais de teatro como o Festivale e o Fetesp. Mais recentemente, tem se dedicado à alfabetização em língua portuguesa e cultura brasileira para imigrantes e refugiados em situação de vulnerabilidade na cidade de São Paulo (português como língua de acolhimento). Sua pesquisa acadêmica atual investiga a teopolítica da cena colonial, com foco nas dramaturgias evangelizadoras encenadas por missionários cristãos (jesuítas e franciscanos) no Brasil e na Nova Espanha durante o século XVI, examinando as disputas simbólicas e as estratégias de conversão que atravessaram a cena nas Américas coloniais. Sua trajetória é atravessada por uma ética do encontro entre corpos e ideias, vozes e arquivos, memórias e futuros possíveis.


